Muitos programadores têm escolhido MEAN em vez de LAMP para desenvolver, e há motivos sólidos para tal…

Sempre que alguém desenvolve um website, trabalha de forma directa ou indirecta com uma pilha de desenvolvimento LAMP para construir o seu produto. Sempre foi a escolha principal de muitos programadores até ter surgido a pilha MEAN com o mesmo efeito. Como tal, aquilo que se tem visto é uma rápida adopção deste novo suporte para desenvolver a próxima grande ideia. Mas o que vem a ser o MEAN, e qual o motivo da sua imensa popularidade?

Primeiro havia (e há) o LAMP…

Antes de entrar nos maiores detalhes, temos de entender o que é o LAMP! Esta sigla representa quatro camadas de software ligadas entre si para ajudar a criar um website:

  • L de Linux: A primeira letra representa o sistema operativo que suporta a execução das restantes camadas de software, mas esta pilha de desenvolvimento também pode ser utilizada em Windows ou macOS, sendo designadas por WAMP ou MAMP, respectivamente;
  • A de Apache: A segunda letra representa o servidor HTTP que devolve aos utilizadores os conteúdos que estes lhe pedirem;
  • M de MySQL / MariaDB: A terceira letra representa o sistema de bases de dados onde podemos armazenar informações do nosso website – se criássemos uma loja, era aqui que iríamos armazenar os dados dos clientes, compras, entre outros; nesta pilha de desenvolvimento, até há bem pouco tempo, era utilizado o MySQL mas passou a ser adoptado o MariaDB por ser relativamente igual mas mais leve;
  • P de PHP: A quarta letra representa a linguagem de programação a ser utilizada para desenvolver os websites, sendo que pode ser substituída por Python ou Perl.

Esta continua a ser uma pilha de desenvolvimento muito utilizada pela fácil importação de um ambiente de desenvolvimento local para um servidor público. Ao instalarmos o WAMP ou XAMPP num computador com Windows para desenvolver um website em PHP, podemos replicar esse mesmo website num servidor real com poucas ou nenhumas mudanças de código!

Por exemplo, podemos criar uma pequena instalação de WordPress no nosso computador e colocar a mesma num servidor acessível ao público quando tivermos as devidas configurações e preparações feitas. Apesar de não ser o foco desta publicação, isto serviu apenas para que possam saber o motivo do título…

Depois surgiu o MEAN…

Para concorrer com o LAMP e simplificar algumas coisas, surgiu o MEAN com o mesmo conceito. Aquilo que muda é como as ferramentas funcionam e a interacção entre elas.

  • M de MongoDB: A primeira letra representa um sistema de bases de dados NoSQL, em que as informações não são armazenadas em tabelas como é norma no MySQL / MariaDB mas sim em documentos que podem ser interpretados através de JavaScript;
  • E de Express.js: A segunda letra representa uma framework back-end (ou seja, trabalha a parte lógica que interage com o servidor e as bases de dados) que permite criar aplicações e websites através de JavaScript;
  • A de Angular: A terceira letra representa uma framework front-end (ou seja, trabalha a parte visual com a qual os utilizadores interagem) que permite criar interfaces ricas com base em JavaScript com pouco código;
  • N de Node.js: A quarta letra representa a plataforma sobre a qual alguns dos componentes anteriores depende e é executada, permitindo criar módulos através de JavaScript e utilizar os mesmos para aceder a recursos do computador ou desenvolver novos produtos ou projectos.

No MEAN podemos utilizar JavaScript como linguagem de programação para desenvolver uma aplicação full-stack (as partes de back-end e front-end são englobadas no mesmo produto), ao ponto de podermos criar os nossos próprios módulos de Node.js para expandir as capacidades de um website!

Tem havido imensa procura por este tipo de desenvolvimento!

Grandes e pequenas empresas têm procurado marcar a sua presença na Web, e para tal procuram alguém que consiga entregar uma plataforma eficiente, estável e escalável. Todas estas vantagens fazem parte deste tipo de desenvolvimento, pois o foco numa única linguagem de programação permite que se possa aprofundar os conhecimentos nessa mesma linguagem, além de podermos reutilizar parte do código para inúmeros fins.

Existe uma desvantagem para este tipo de desenvolvimento: o custo de hospedagem por terceiros de uma aplicação MEAN é algo maior, visto que necessitamos de configurar diversos aspectos físicos da máquina. Se escolhermos a vertente LAMP tal não acontece, necessitando apenas de escolher o espaço em disco que precisamos. Claro que podemos também hospedar estas aplicações por nós mesmos, bastando ter um servidor com os devidos recursos e capacidades para tal!

Vale a pena mudar?

Depende dos tipos de utilização e do tempo disponível. Se algo estiver a funcionar correctamente através da pilha LAMP, talvez não valha a pena fazer as coisas do zero e manter esse mesmo produto como está.

No entanto, se houver interesse e possibilidade para desenvolver o produto através da pilha MEAN, talvez seja uma boa oportunidade para experimentar uma nova forma de desenvolver aplicações e websites!

E por agora é tudo; fiquem bem, e até uma próxima oportunidade 😉

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